As incontáveis formas de Amar

     

       Há muitos motivos para acreditar que o amor verdadeiro, vem se dissipando de forma alarmante com o girar dos ponteiros. Mas essa regra de amar de verdade não se aplica unica e exclusivamente, no que diz respeito sexo oposto. Poderia por exemplo dizer um 'Eu te amo!'. Para as gotas de chuva que caem sobre o telhado. Para o meu café quente e forte na xícara branca de corações. Meu travesseiro que já tem a forma do meu pescoço. O som alto no domingo cheio de tédio. E até para aquela pelúcia que já consertei a orelha cinco vezes.           Mas não me ouviriam. E aí nasce a necessidade de dizer para alguém de carne e osso. 


Amor incondicional, dispensa melodramas e medidas, vem de dentro. De fora. Dos lados e transborda sem causar danos. Família e amigos (que não se desgastam) que o digam. Sem duvidas é o amor que vale mais a pena.

Mas não poderia deixar de fora aqueles amores que chegam, sentam, colocam os pés no sofá, almoçam vão embora e não te ajudam nem a lavar a louça. E ainda por cima faz doer o coração. Cérebro. Fígado. Como aquele que você sente, não admite e só se dá conta quando está chorando sozinha no chão do banheiro.

O amor de infância que você se acha o máximo por andar de mãos dadas e sente que o mundo te abraçou - Ah! A inocência porque nos desapegamos dela tão rápido. 

Tantas maneiras. Tantos corações envolvidos. Tantas mentes estraçalhadas. Tanto amor que cresce, amadurece ou simplesmente endurece. 

Mas a forma mais sábia é quando você ama o suficiente para soltar as mãos e ver o outro construir o seu próprio espaço no mundo, sem precisar sequer de um tijolo seu. Sem que haja um metro quadrado pra você naquele mundo. E não te reste outra alternativa, se não sacudir a cabeça e deixar livre os caminhos que te levem a todas incontáveis formas de amar.


Foto por Jefferson Ramos

Um comentário

Apenas diga!

Layout por Maryana Sales - Tecnologia Blogger