Quem gosta de acreditar no desacreditável?
Normal é gostar de verde, azul, amarelo, rosa choque. Quando o mundo diz que deve ser assim. Quem se preocupa de fato a analisar o cinza, o preto, o branco. E gostar então. São poucos. Julgados de loucos.
Sensação de que pessoas vivem enfileiradas, acomodadas nas sombras que não mudam de forma, nem quando o vento sopra. Reclamando do Sol, que esquenta demais. E do Frio, que lhes congelam a inteligência. Tanta preocupação com casca. Timbre de voz. Ter o que falar. Tanta gente segura de si. Deixando passar o que deveria valer a pena. Uma troca sincronizada de olhares. A conversa livre de roteiros com amigos. Uma pizza fria de mussarela com aspecto de borracha. E qualquer dose de algo com um teor alcoólico elevado, só para garantir boas risadas.
Vejo alienação em cada respiração alheia. E um amontoado de gente, envoltos em uma fina camada de companhia. A quem estão querendo enganar? - Sente -se, fique a vontade e assista ao belo espetáculo de simpatia e calor humano - É a era dos cinco minutos de fama. Da cultura das mentes vazias. Construindo um número absurdo seres de conformados, cheios de criticas ocas. Objetivos teatralizados. E visão de mundo nenhum. Sim, Claro. Não é muito fácil viver, sem que a suspeita do erro ronde nossas escolhas. Mas também não é aconselhável esperar que nos peguem pelas mãos e não larguem até que tudo termine, de fato, bem.
Vejo alienação em cada respiração alheia. E um amontoado de gente, envoltos em uma fina camada de companhia. A quem estão querendo enganar? - Sente -se, fique a vontade e assista ao belo espetáculo de simpatia e calor humano - É a era dos cinco minutos de fama. Da cultura das mentes vazias. Construindo um número absurdo seres de conformados, cheios de criticas ocas. Objetivos teatralizados. E visão de mundo nenhum. Sim, Claro. Não é muito fácil viver, sem que a suspeita do erro ronde nossas escolhas. Mas também não é aconselhável esperar que nos peguem pelas mãos e não larguem até que tudo termine, de fato, bem.
Bem
aventurados aqueles que se enxergam como espíritos livres (porque não dizer, às
vezes desapegados). E que mesmo em meio a sombras de duvidas, e ecos de
esperanças soprando-lhes ao pé do ouvido. Não se intimidam em viver aos pés do
incomum.
Foto por Lays Salles
Com Nessuno e os cães de Pavlov na Ilustração/inspiração

Jaqueline,
ResponderExcluirAcho que exatamente o que você disse, aliás, mais um texto ótimo.
Nós estamos enfileirados e obrigados a aceitar isso, não se trata de revolução, anarquia ou levantar bandeiras de movimentos falidos, e sim de seguir o que se gosta, o que te faz bem, claro que sempre haverá dúvidas, medos... e é provável que uma hora ou outra você até canse de dar braçadas contra o fluxo.
Agente não sabe o que será depois da nossa estadia aqui, talvez depois dela agente não possa mais escrever, nem tocar, ou fotografar, ou se dedicar a qualquer coisa que nos faça feliz.
Então não é sábio pagar pra ver.
Concordo! Somos os "bem aventurados".
Parabéns!