Caros
corações, partidos. Amargos. Tristes. Iludidos. Mal sucedidos. Esperançosos.
Tímidos. Abandonados... Sobre tudo os mal amados. Não acreditem no primeiro
sorriso que esbarrarem por aí. A maioria é comprada em qualquer lojinha de
$1.99 – fabricação duvidosa e quebram muito fácil. Frases prontas e promessas
decoradas? Corram, elas sempre escondem armadilhas fatais. Não sonhem também
com cantadas clichês e listadas. São limitadas e expiram antes do prazo.
Entendam.
Não é uma forma explicita de plantar a discórdia, entre suas funções básicas de
sobrevivência, e seus deveres emocionais obrigatórios. Mas não seria menos
frustrante se, às vezes, vocês soubessem agir com cautela? Muita coisa não vale
uma arritmia.
Não
confundam liberdade, com ‘façam o que vocês quiserem’. Os olhos vão brilhar. As
mãos suar. As pernas tremer, e até o estomago vai se manifestar. Mas acredite,
o cérebro vai acordar. Não duvide disso. E a guerra não será fácil.
Lembrem-se de que há um ser humano por trás
das suas vontades. E principalmente a mercê das suas escolhas. Esperando que a escolha seja no mínimo
aceitável. Sim, aceitável. Não queremos que vocês pratiquem o
‘bem-me-quer-mal-me-quer’, diante de inúmeras situações, que envolvam tempo e felicidade.
Esperamos no mínimo um pouco mais de atenção. Por gentileza, não postergue
decisões, quanto mais tempo vocês demoram em dar sinal de que algo está
passível de erros. Mais bagagem inútil vai se juntando no porão da memória. Não
temos muito tempo para passar a limpo as histórias que vocês teimam em começar.
Então por favor. Sejam objetivos na narração das nossas vidas afetivas.
Cuidar
de vocês não é uma tarefa fácil. No entanto necessária. É preciso, doses
diárias de coragem e determinação. Um revezamento sincronizado, de amor e
compreensão. E matriculas em aulas, workshops, treinamentos e cursos
intensivos, para o consumo consciente de sentimentos. Isso para que vocês
continuem saudáveis, sem palpitações. Não assinem o contrato que só permita o
depósito de contribuições sentimentais. E se transformem em um fundo de
investimento constante de valores afetivos, que rendam quantias significativas
e possam ser resgatadas quando necessário, sem sofrer alterações/perdas
catastróficas.
Foto: Juliana Salles

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