De ignorar o que sinto
Escrevendo com os olhos,
no teto.
De queimar cartas
Guardando as cinzas e o
pedaço que não queimou
“pelo tempo que for
estarei aqui!”
- culpando-me por mais
esta mentira inteira que não quis incinerar.
De esvaziar copos
Bebendo cada dose de
ideais fortes.
De desenhar na areia
Listando todos os
clichês mais bobos
“Iria até o fim do mundo
por você!”
De perguntar ‘o que você
fez comigo?’
Gaguejando um convite
casual.
De aceitar sua ausência
Procurando a hora exata de
te encontrar
De vestir qualquer coisa
Achando que você nunca
iria me notar.
De sorrir
Vendo a marca, das
lágrimas, secar.
De encerrar com
exclamação
Esperando que você surja
com um buquê de reticências
E um pedido de
‘precisamos começar!’.
Super ilustração por: Lays Salles
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