O amor não sopra velas, é inodoro e incolor

Toda forma de amar é valida, desde que seja por inteiro. 



O amor não tem fórmula secreta, e nem uma receita que leva farinha e fermento para crescer e criar consistência. Ninguém vai te oferecer uma cartilha ou uma oficina prática pra te ensinar a amar. A gente ama quando, onde e como pode. E há quem diga que o amor verdadeiro a cada dia tem ficado mais escasso, solúvel em qualquer besteira, mesmo sabendo que amar de verdade não deveria ter regras. Dá pra amar qualquer coisa, desde o café quente numa manhã fria até aquele travesseiro amarelo que a gente não abre mão na hora de dormir. Mas a gente que é feito de carne, osso e coração batendo, precisa ser correspondido pra acreditar que o amor existe. 


Traçamos uma linha inteira, toda em direção ao amor, assim que abrimos os olhos ao chegar ao mundo. Tudo que vemos, que lemos e que assistimos, gira em torno do amor. Aprendemos o que é o amor no primeiro dia de vida quando alguém acaricia nosso rosto e diz que daria a própria vida pela gente. Não há como negar, o amor incondicional é lindo, infinito e deveria servir como espelho para todas as outras formas de amar. Temos o amor como uma quase sentença na vida. 
                 
E se for parar pra pensar e parafrasear gente que soube o que disse "Sem amor nada seríamos!". 

E sobre todas as coisas que não deveria ter fronteiras e tão pouco abismos escorregadios, a primeira delas é o nosso ponto de vista em relação ao outro. O universo conspira contra todos dizendo o que fazer e por quem deveríamos nos apaixonar, quem temos que começar a amar. Sendo que o amor pode surgir na infância quando não sabemos nem o que é viver direito. Na adolescência quando os hormônios não estão nem aí pra nada e nem pra ninguém. E pode surgir a qualquer instante sem senso de escolha nenhum. 

Não há estereótipos quando o assunto é sentimento, e se você segue um, alguma coisa está girando ao contrário dentro de você. Não existe idade que determine um parceiro em potencial, o amor não sopra velinhas e não tem certidão de nascimento. Não tem cheiro e não tem cor especifica, do contrário venderia em cápsulas ou em pacotinhos no mercado. O que importa mesmo é a nossa capacidade de amar e rê-amar a cada amanhecer, que dure a vida inteira ou que passe como um raio. Mas que deixe o gosto de que valeu a pena pela intensidade e pelos olhos brilhando...
               

É amor que se encaixa num par de chinelos para pés cansados ou numa tampa de panela pra quem sempre achou que fosse uma frigideira. E amor que pode ser guardado num pote de fácil alcance para ser usado sempre, e não só quando se é conveniente usar. 



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