Distancia.... Doce (amarga) distancia!



A estrada se tornou bifurcada, escura e cheia de pedregulhos perigosos. Mas não adiantava mais pedir para voltar. A caminhada tinha que continuar, não havia bagagens apenas pensamentos acumulados. Porque ele ficou para trás. 


A boca estava seca e só lhe restava engolir o resto de amor que lhe queimava a garganta. Sabia que o frio e as lembranças só aumentariam. Mas caminharia cega. Sem destino e sem arrependimentos também. O que não dava era pra continuar com o excesso de espera escorrendo pelos olhos. Esse ir e vir que ele insistia em achar saudável, mas que suavemente lhe feria os pulsos.


Podia ser cedo ou até tarde demais, porém nunca... Nunca mais, ela deixaria o Agora para ser vivido depois de amanhã. O fim era severo no entanto necessário. Sabia que iria (de vez em quando) sofrer com algumas abstinências castigantes. No entanto quanto mais longe, mais rápido se alimentaria de recuperação.  


E a distancia era doce (amarga) e de fácil digestão. 




Foto por Jefferson Ramos e Susi Godoy

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