As
lembranças eram tão claras. Mas nunca aconteceram.
Simplesmente,
não nos conhecemos, e sabemos coisas tão peculiares a nosso respeito. Que a
parte de mim que realmente pensa, faz questão de lembrar o tempo inteiro, que a
probabilidade de não dar em nada, são grandes. Isso, enquanto o meu lado
emocional – predominante e ameaçador – Alerta que nunca fui boa em estatísticas.
E é o momento em que me pergunto “por quê?”. E os porquês, nunca foram
civilizados comigo, na verdade eu os odeio profundamente, pelo fato de
explicarem o que poderia ser apenas simples.
Embarco
suavemente, em um caos...
Em
um aglomerado de desatinos sem destinos. Entre chamas que iluminam, e as que
apenas queimam rápido, deixando fuligens espalhadas em cada brecha dos meus
devaneios. Desacreditando na felicidade em doses homeopáticas, fico a esmo
esperando o tempo passar.
Sonhando
todas as 24horas disponíveis no dia, calculo a hora em que se transformarão em
pesadelos, cheios de angustia. Me torturo pensando demais, e quando me dou
conta já está na hora de dormir mais uma vez.
O
todo-dia-a-mesma-coisa, vai se tornando obsoleto - O mesmo lado da cama. O mesmo
movimento para abrir a janela. O mesmo jeito de escovar os dentes com os pés no
chão. A mesma má vontade de sair de casa...
Tudo sempre à mesma margem de igualdade e repetição - Cansa, e cansa
muito. Abrindo espaço para a vontade de juntar tudo, amassar e jogar no lixo do
esquecimento.
Foto: Lays Salles

Já me senti assim, ou ainda sinto... rsrs Me pareceu tão pessoal!!
ResponderExcluirSó alguns fatos e devaneios que precisaram de uma pincelada de fantasia! =)
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