Não
deixe que eu me perca nesse labirinto
Sem saída, que criei para fugir
Das
vagas lembranças, que um dia não quis viver
Arraste-me
para bem longe
Longe,
da falta de graça que tem o mundo
Ao
se espelhar tanto em coisas sem reflexo algum.
Leve-me
para longe da cegueira
Que
a constante exposição à luz me proporciona,
E
não permita que deseje a mudança de alguém tão de perto.
Insista
para que eu continue
Mesmo
que meus olhos pareçam cansados e,
Implorem
por um ponto final.
Caminhe
junto a mim
E
a cada vez que nos perdermos, vamos comemorar
Por
sair dos trilhos do comum.
Não
deixe que eu tema a falta de rotas alternativas
E
segure forte as minhas mãos.
Chegue
assim como quem não quer nada,
Tome
conta dos meus sonhos vazios e irrealizáveis
Dê
um ritmo, pra essa batida desafinada, que é o meu coração.
E
se sentir vontade de ir embora antes mesmo de se acomodar
Leve
consigo um pedaço da minha mente
Para
que fique mais fácil esquecer.
Foto: Gledson Raymundo
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Ja desejei por vezes muito do que foi escrito.
ResponderExcluirMe fez bem ler.
Até!
O triste é que o desejo é sempre a tradução da falta! Temos que nos permitir!!!
ExcluirObrigada!!
Ótimo. Tem se provado muito versátil. Sempre surpreendente!
ResponderExcluirVocê escreve com muita frequência, eu mal assimilei o último e você já nos joga essa bomba de compreensão. rsrs
Muito obrigada moço!!! As vezes minha inspiração é uma via de mão tripla... Saem muitas coisas que eu não consigo deixar parada pegando pó no caderno! Me desculpe a falta de intervalo para respirar... rsrsrs
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