Parece que gosta da lua, que
pula na chuva, que curte o simples.
Que se emociona com filme
romântico
Que sonha alto, que alcança
o impossível.
Parece que é feliz, que está
de bem com o mundo
Que grita pros quatro ventos
E não tem vergonha dos
próprios sentimentos.
Parece que contagia, que é
feita de alegria.
Que não tem medo da
nostalgia, que é uma rara sinfonia.
Parece que canta – que te
encanta
Que te aguarda impaciente
porque é único e pra sempre.
Parece que te espanta os
medos
Mas guarda todos embaixo da sua
cama.
Parece que te abraça forte
Mas só tenta alcançar as
próprias mãos em torno das suas costas.
Parece que te olha no fundo
dos olhos, que enxerga além.
Mas só tenta se refletir pra
ajeitar o cabelo, o batom e a armadura pesada.
Parece que se doa de corpo e
alma e coração
Mas só está feliz em abafar
a razão.
Que sorri descaradamente
sincera
Mas esconde por trás dos
dentes a mentira e quem realmente é.
Parece que chora pra aliviar
o peito aflito
Mas só quer ser o centro de
toda a atenção.
Que anda lado-a-lado porque
gosta da companhia
Quando na verdade não se
suporta e só.
E nessas você tropeça. E
chega até cair muitas vezes de joelhos.
O mundo está sempre cheio. De
parece, mas não é.
Ilustrado por Susi Godoy

Clássica!! Fantástica como sempre!
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